12 novembro 2005
LENDA DAS OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA - V
10 novembro 2005
LENDA DAS OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA - IV
09 novembro 2005
Ai como eu invejo as Galinhas!
LENDA DAS OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA - III
08 novembro 2005
Pensamento 1
07 novembro 2005
LENDA DAS OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA - II
— Nunca o permitirei! — Mas ele insiste... — Se for necessário, hei-de raptar-te! Levar-te-ei para longe! — Seria a desonra para os meus! — Que pretendes então fazer? — Esperar! Deus velará pela nossa felicidade! — Esperar! Já começo a estar cansado! Tenho de agir! — E qual é a tua resolução? — Pedir-te que escolhas: obedeceres a teu pai e ficares aqui no convento... ou fugires comigo! A jovem noviça tapou o rosto com as mãos. Chorava silenciosamente. Simão impacientou-se: — Não te compreendo, Violante. Se realmente gostas de mim, não vejo motivo para tanta inquietação. A não ser que eu já nada represente para ti! Violante mostrou o seu rosto bonito coberto de lágrimas. E declarou com veemência: — Simão! Bem sabes como te amo! — Então porque hesitas? — Porque não devo decidir assim, sem reflectir. E suplicante: — Dá-me um prazo, Simão. Por pequeno que seja. Preciso de pensar! Simão respirou fundo, a ganhar calma. — Pois bem: amanhã à noite virei saber a tua resposta. Ela sorriu ainda por entre as lágrimas. — Está bem! Amanhã à noite ficará tudo decidido. Em baixo ouviu-se um tropel de cavalos que se aproximavam. Violante assustou-se: — Vai-te, Simão! Vem aí gente! Ele abraçou-a e segredou-lhe ao ouvido: — Até amanhã, meu amor! E desceu, rápido, a esconder-se na noite escura. A manhã sorriu à noite, que se afastou num passo cadenciado. Sorriu buliçosa, toda luz e cor. Simão dormia, mas foi também despertado. Não pelo sorriso fresco da manhã, mas pelo bater rude de alguém que gritava à porta da sua casa: — Abra em nome de El-Rei! (2) Simão vestiu-se com rapidez. Às pancadas fortes continuavam soando na porta. O jovem gritou: — Vou já!Quando a porta se abriu, dois homens entraram. Um deles era o meirinho. (3) Simão indagou, surpreendido:
(2) — EM NOME DE EL-REI — Expressão que no tempo da Monarquia era usada pelas autoridades no exercício da Justiça, e que a República substituiu pela expressão: Em nome da Lei. (3) — MEIRINHO — Antigo oficial de Justiça a quem era dado o direito de prender, penhorar e executar mandatos judiciais. Corresponde hoje ao oficial de diligências.
Amanhã continua …
LENDA DAS OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA - I
SIMÃO (1) cavalgava apressado, envolvido na capa negra. A noite acolhia-o. Mal chegara e logo ela encontrara o moço Simão Pires — um cristão novo — cavalgando direito ao convento de Santa Clara. Era assim quase todos os dias. Nem esperava pelo seu fim. Ousado e valente, Simão não cuidava, sequer, de tapar o rosto. Mas o crepúsculo avisava a noite, e esta vinha logo encobri-lo. De quantos amores às escondidas a noite é cúmplice! Também era ainda a noite que ajudava Violante — uma linda noviça — a sair ao jardim para falar a sós com o seu bem-amado. Porque ela não pensava ser freira. Ela amava Simão. Amava-o profundamente. Porém, seu pai, fidalgo arrogante, afas¬tara-a do caminho do seu amor, encerrando-a num convento.
O cavalo parou a um simples esticão de rédeas. Ali estava o muro. Breve cairia a escada de corda. O coração pulou-lhe. A escada tocou no muro. Simão deixou o cavalo, que sabia esperar pacientemente, e subiu. As suas mãos, no cimo, tocaram outras mãos. O seu rosto, outro rosto. Saltou para a cerca. Estavam, finalmente, juntos.
— Querida Violante! Esta espera mata-me! Sem ti não saberei viver! Ela ciciou quase, anichada nos braços fortes do seu bem-amado:
— Meu amor, acalma-te! Eu penso como tu mas... teremos de saber esperar um pouco mais...
Ele disse com arrebatamento:
— Não posso! Vou amanhã mesmo falar com o teu pai! A noviça apertou-lhe as mãos.
— Não... não faças isso por agora! E numa voz quase chorosa:
— Hoje o meu pai esteve aqui... falei com ele... mas encontrei-o inflexível. Quer que eu professe!
A jovem sentiu-se mais presa do abraço forte de Simão. A voz do bem-amado soou rouca aos seus ouvidos:
(1) — SIMÃO — Trata-se do jovem hebreu Simão Pires Solis, acusado de roubo sacrílego, e que foi queimado vivo em 3 de Novembro de 1631. A sua inocência foi depois provada.
Amanhã continua …A tradição … ainda poderá ser respeitada como era!
06 novembro 2005
Aqui a bola entra sempre, jogamos sem árbitro!
Computadores, Artes Gráficas, propagandistas e afins formam o grupo de Mangualdenses que volta a figurar na lista de 50 candidatos à Bola de Ouro, prémio instituído pela revista francesa France Football para eleger o melhor futebolista na Europa.
Dois destes jogadores, o informático e o gráfico, figuram nas candidaturas às mais importantes distinções do ano, pois também concorrem ao prémio de melhor jogador mundial da FIFA, isto apesar de viverem momentos menos bons.
O Informático vai parar, pelo menos, uma semana, depois de ter sofrido uma rotura muscular numa perna ao serviço do seu clube e também por ter tomado uns “comprimiditos”, oferta de um dos propagandistas e adversário na jogatina, enquanto o Gráfico foi alvo, também neste jogo, de uma cabeçada por parte de o afins e motivada, segundo os intervenientes, por flashes de uma máquina do repórter do Terreiro, a queixa já foi formalizada por alegada violação dos direitos de imagem.
05 novembro 2005
Inquérito de mobilidade
AMO-TE SARA
Passei pela frente da ESFA, em Mangualde, e reparei nesta declaração, no mínimo curiosa.
Quem seria o autor e principalmente a visada SARA?
Estou mesmo a ver! Logo pela manhã todas as “Saras”, mas todas sem excepção, daquela instituição de ensino, ao entrar deparam-se com tal declaração. Estou certo que foi um dia muito feliz e com olhares “sedutores”. Ai ai o amor!
Estou de Volta, hoje a sensação é igual à da primeira vez...
Estive em vias de usar a minha velha máquina.
Agradeço o empenho dos meus amigos dos computadores … sem eles ainda não estava de volta. Espero que me desculpem os telefonemas e as correrias para lhes pedir encarecidamente que só tivessem olhos para o meu computador.
Voltei, ainda sinto as pernas a tremer … hoje a sensação é igual à da primeira vez.
27 outubro 2005
Sem computador! que ressaca diabólica.
Estou a ter problemas com o meu computador, tive que o levar para o técnico. Estão a demorar muito … muito … muito tempo a arranjar. Isto dos computadores é como uma droga, quando não os temos ficamos com uma ressaca diabólica.
Pois é, e o contacto com os meus amigos não tem sido como eu desejaria, pelo facto as minhas desculpas.
A criança que vendia livros em Mangualde
No sábado passado bateu à porta de minha casa uma criança de 10 anos. Vinha com um saco de plástico na mão cheio de livros. Quando perguntei o que queria respondeu.
- Ando na catequese em Mangualde. O senhor gostaria de comprar alguns destes livros?
- Onde os arranjas-te? Perguntei!
- Foram uns senhores do seminário que nos deram para vender, e custam 5 euros cada.
Aquela criança vendia no bairro, porta a porta, alguns livros que lhe tinham dado na catequese.
Tenho notado que é prática comum este tipo de situação, até porque esta criança não era a única em Mangualde a faze-lo no passado fim de semana. Nestes casos, sinceramente não sei o que pensar, nem responder. É claro que comprei um livro, o segundo volume de Mário Castrim “O lugar do Televisor” da Editorial Além-Mar. Mas fiquei a pensar ... e se alguém responsável pela defesa de menores / Trabalho infantil visse estas crianças a ajudar os Pais nas tarefas agricolas ou em pequenas empresas familiares, qual seria a atitude a tomar?
Nesta época em que tanto se fala e vem a terreiro o trabalho infantil, qual será a melhor forma de ver estas coisas?
24 outubro 2005
Venha daí connosco!
Se nos acocorarmos nos nossos cantinhos de solidão, se olharmos a televisão, tantas vezes sem a ouvirmos ou vermos, se pegarmos num livro para disfarçar a nossa monotonia de um tempo que parece não ter existência, se ligarmos o telemóvel para escamotear a realidade de um espaço com fronteiras definidas e bem memorizadas, no cerne dos nossos pensamentos, poderá perpassar a ideia de que carecemos de qualquer coisa, para além de um quotidiano vazio e sem sentido. E é por este motivo que vos estou a informar que a nossa Universidade Sénior está prestes a abrir-nos "janelas" diversas que nos farão esquecer o peso de não mais se ser jovem: Artes , Canto, Tuna, Danças, Direito, Formação Musical, Francês, Geografia , Informática, Inglês, Lavores, Literatura Portuguesa, Teatro, Teologia, etc., etc.
A inscrição e a mensalidade são meramente simbólicas, acessíveis à grande maioria das pessoas.
Vamos despir-nos de preconceitos, de pruridos irracionais, de pudor e timidez, sem razão de existirem nas nossas idades e vamos inscrever-nos nesta Universidade, aberta a toda a comunidade e nas disciplinas que mais nos agradarem.
As inscrições efectuam-se todas as 3ªs e 4ª-feiras, na Escola Secundária Felismina Alcântara, entre as 17h00 às 18h00, não se exigindo quaisquer habilitações literárias.
A nossa Universidade é, essencialmente, um espaço de afecto, de convivência, de solidariedade, de bem-estar e, também, de aprendizagem como é óbvio, mas exames finais e "canudos" formais, a não ser os que ganhamos pelo prazer de perguntar, conhecer , saber e conviver.
As palestras serão múltiplas e diversificadas, as exposições serão o que nós (alunos, professores, comunidade) quisermos que sejam. Os nossos encontros, as nossas viagens, serão actividades lúdicas e culturais e terão, como objectivos essenciais, conhecermo-nos e interagirmos com amizade.
CONTAMOS CONVOSCO!
23 outubro 2005
Mas que coisa! Será que fazem de Mangualde um caixote do lixo?
22 outubro 2005
A Noite de Mangualde
Esta problemática já veio a terreiro diversas vezes, mas a situação continua, não se consegue inverter o estado a que Mangualde chegou. Ninguém, ninguém, ninguém. Porquê?
Gostava de partilhar com todos vós a noite de Mangualde.
Sexta-feira, dia 21 de Outubro de 2005, pelas 23 horas e 30 minutos, captei estas imagens para conseguirmos “degustar” Mangualde que, diga-se de passagem, é muito pouco acompanhada a estas horas.
Logo que o sol se põe e as lojas comerciais encerram, Mangualde fica deserta. Qual a razão? Falta de Luz? Receio de andar pela noite? Divertimentos? … Penso que já não tem a ver com estas situações em particular, decerto ajudou, mas agora, na minha humilde opinião, penso que tem a ver com as mentalidades das nossas gentes. Não é moderno andar em Mangualde à noite, mas por outras paragens até é agradável. Faço esta afirmação porque já não é a primeira vez que vejo Mangualdenses nas noites de Viseu e Nelas. Será que com esta forma de encarar a situação vamos conseguir mudar Mangualde?
Conseguir um Mangualde mais atractivo só depende de nós!
20 outubro 2005
… Acabam de vir a terreiro …
… Se obrigarmos os nossos adversários a vir a terreiro …
… Critiquei apenas a atitude de vir a terreiro …
… Estes deveriam vir a terreiro …
… Bastou um tal “MOCHO” vir a terreiro e eu comecei a ser leitor assíduo.
Pois é!
Foi por estas e por outras que também eu quis vir a Terreiro. Já à muito acalentava a vontade de vir até cá e aqui estou, sem grandes coisas, apenas com Mangualde como pano de fundo, este Mangualde que ninguém quer ver ou finge não ver, este Mangualde que não tem merecido a devida atenção por parte de muitos com grandes responsabilidades neste Mangualde, que eu acredito ainda não estar moribundo nem muito menos abandonado … porquê? Porque estamos cá nós, Mangualdenses.
Pela minha parte prometo vir a Terreiro mostrar Mangualde, o bom e o mau. Quem vier a Terreiro, espero que indique o melhor caminho para este nosso concelho que merece a nossa máxima atenção. Desta forma, poderemos construir, com as nossas opiniões, um melhor lugar para viver.
Conto com todos!





